Vai. Se levanta de si mesmo e vamos olhar à diante. Olha só. Não consegue enxergar? E o que te prende? A falta? Como assim a falta? Falta de quê? Mas como pode sentir falta disso se nunca teve? Tem dentro de si? Pulsa? Arde? Fala baixinho? Shiiiiii cara, a situação é pior do que eu imaginava. Você não está dormindo. Estais perdido. É, perdido. Não se encontra e não deixa ninguém te encontrar. É como se uma bola de mascar crescesse diante de ti e você, sendo escravo da própria inércia, entrasse nessa bola, sem ar. Não tem ar cara. Como tá respirando? Não respira? Não sente? Indolor? Sai! Sai daí e vem pra cá. Sente as mãos e os toques, sente a boca e os gritos. Sente, cara. Sente a ti mesmo e viaja nos pensamentos. Vem cara, isso é muito mais do que a falta, o medo, a insegurança. Isso é que é amor. Isso é o que tu deverias estar sentindo. Não se prende Se livra, cara. Se livra desse alvo que te faz cair, em teus próprios pesadelos. Não consegue? O que não consegue? Esquecer o teu amor ou se sentir livre? Os dois? Talvez seja porque você não se encontrou ainda. Se procura. Qualquer coisa chama por emergência. Como chamar? É só escutar. Tens teu próprio suprimento e ele bate demasiadamente dentro do teu peito."
— Alexandre em pedido de socorro.
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