Loulou de la Falaise morreu aos 63 anos, em Paris. Segundo um porta-voz da Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent, a causa da morte foi uma “doença longa” que ela havia enfrentado durante os últimos anos.
O nome de Loulou é um tanto conhecido na moda. Começou a ser mencionado quando ela deu início a uma carreira de modelo, posando para a edição americana da Vogue (então, sob o comando da editora Diana Vreeland). Mais tarde, se tornou musa e parceira de Yves Saint Laurent, desenvolvendo as linhas de acessórios e joalheria da marca homônima do estilista por mais de uma década. Mesmo após o afastamento de Saint Laurent da atividade criativa, Loulou se manteve na moda ao lançar uma marca própria e colaborar com outros estilistas, como Oscar de la Renta.
“Acho que, ao lado de Betty Catroux, ela simbolizou essa mulher moderna, chique e glam idealizada por Saint Laurent, que usa calças para sair à noite, troca joias por belíssimas bijoux, aproveita toques étnicos para montar um visual urbano e real, factível. Há uns seis anos estive na lojinha que ela mantinha na Rue Cambon, que não existe mais, e foi como se mergulhasse nos anos 70 que o trio eternizou”, comenta Daniela Falcão, diretora da Vogue. Uma grande perda para a moda.
Loulou casou aos 18 anos com um aristocrata inglês, Desmond Fitzgerald. Se separou um ano depois. Em 1968, aos 19, voltou pra Paris depois de uma temporada de 18 meses em NY convivendo com gente como Elsa Peretti e Fernando Sanchez, que era amigo de escola de Yves. E é nesse mesmo ano que a musa encontrou o criador, no mês de julho, na casa do próprio Fernando – com quem ela chegou a namorar. “Uma coisa unia Yves e eu: uma infância difícil e certa fragilidade”, ela declarou no livro “Saint Laurent: A Arte da Elegância“. E ele: “Loulou: raríssima mulher. Símbolo de elegância, de casualidade. Gosto de seus gestos. Seu estilo: pobreza de vestuário e audácia de acessórios”. Provavelmente o estilo Rive Gauche da YSL teria sido diferente sem a inspiração dela.